Ela nasceu no verão intenso de um janeiro em Santos – SP, não necessariamente planejada, temida pelos pais porque seu irmão, no auge dos seus 3 aninhos, dava um trabalho danado! Então ela veio para curar, para acalmar, para destraumatizar pais iniciantes e ainda assustados com tantas responsabilidades da vida adulta. E assim ela seguiu sua vida, sem querer atrapalhar, sem querer incomodar, sem querer… querer.
Estudou muito, teve duas lindas flores e decidiu desde cedo que seu propósito era ajudar o ser humano a ser melhor, a encontrar bem-estar na vida, a trabalhar feliz. A flor de lótus, sua primeira tatuagem, imprimiu a ela a pureza, renascimento, sabedoria, amor e compaixão, que ela tanto oferece aos outros, mas agora, depois de 40 anos, quer também receber.
Com alguns tropeços naturais da vida, agora ela precisar reafirmar sua essência. E o mais profundo: saber o que não quer mais. Assim como uma flor de lótus, que representa a capacidade de transcender às adversidades, ela agora quer o caminho da autodescoberta de forma leve.
A natureza não se esforça para “ser”, a natureza não se martiriza para sobreviver, para existir. Ela existe onde é próspero, e quanto melhor o clima, o ambiente, mais lindas e fortes as flores se desenvolvem. Mas a flor de lótus cresce em águas turvas e mesmo assim desabrocha bela. Sem esforço, com as variações das estações, há épocas mais belas e coloridas e há épocas mais secas e introspectivas.
Talvez agora essa flor de lótus esteja passando pelo outono, para se renovar e surgir toda poderosa na primavera! E é isso que ela quer ser, primavera!